segunda-feira, 6 de junho de 2016

SANTIAGO,

A vida de Santiago Tiago (Jacobus, Iago, Jacques) foi um dos primeiros seguidores de Jesus Cristo. «Caminhando ao longo do mar da Galileia (…) [Jesus] viu outros dois irmãos: Tiago e seu irmão João [Evangelista], os quais, com seu pai Zebedeu, compunham as redes dentro do barco. Chamou-os, e eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai seguiram-n’O.»
(S. Mateus, 4, 18)
Depois da crucificação de Jesus, Tiago continuou a divulgar a palavra do seu Mestre e numa das suas viagens chegou à Galiza onde pregou durante alguns anos, ainda que sem grande sucesso.
De regresso a Jerusalém, em 44 d.C., Santiago foi mandado prender por Herodes Agripa, por idolatria, e condenado a morrer decapitado.
O corpo de Tiago foi lançado às feras mas dois dos seus discípulos – Atanásio e Teodoro – anteciparam-se, recolheram-no e, de barco, viajaram em direcção à Galiza com o intuito de aí o enterrarem. Conta a lenda que o pequeno barco não tinha leme nem velas mas que seguiu o seu rumo guiado por um anjo.
 A recepção na Galiza não foi calorosa. Quem governava era a rainha Lupa, que só concordou em acolher os restos de Santiago após a superação de uma prova: Atanásio e Teodoro tinham que matar o dragão e trazer os touros bravos que viviam em Pico Sacro.
Eles conseguiram e, perante tal façanha, a rainha Lupa converteu-se ao cristianismo e deixou-os sepultar o apóstolo num lugar chamado Libredón. Aí foi erguida uma pequena capela e sob o altar ficaram as relíquias de Santiago. Durante séculos o túmulo esteve abandonado até que um dia, no início do século IX, o eremita Pelayo foi testemunha de uma revelação divina e descobriu o sepulcro do apóstolo em Campus Stellae, actual Santiago de Compostela. Os rumores desta descoberta chegaram até ao bispo de Iria Flavia, Teodomiro, que se tornou no grande responsável pelo inventio, a difusão no mundo cristão da descoberta do sepulcro de Santiago. A crença de Teodomiro era tanta que originou a intervenção do rei Afonso II, o Casto, que mandou edificar um templo em homenagem ao apóstolo. A peregrinação a Santiago impulsionou o desenvolvimento de uma rede de caminhos a que se associou a construção de infra-estruturas básicas: hospitais, albergues, hospedarias. Durante a Idade Média, o Caminho de Santiago gerou grande diversidade de actividades e intercâmbio. Nas localidades por onde passava, os mercados eram famosos, autênticos palcos de troca entre produtos locais e de outras terras. Porém, com as Guerras Religiosas o Caminho quase caiu no esquecimento. Foi no último quartel do século passado que se redescobriu o Caminho de Santiago.
Este ano, ano Jacobeu, são esperados cerca de 300.000 peregrinos.
É obra!
 (in Revista ITINERANTE n.º 3)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

ALDEIA ANEXA

Freguesia de Sambade Aldeias anexas: Covelas e Vila Nova.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

domingo, 19 de setembro de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

SÃO ROQUE: BIOGRAFIA

Não existem grandes certezas sobre a vida de São Roque, permanecendo a maior partes dos seus dados biográficos envolvidos em mistério. Até o seu verdadeiro nome é desconhecido, já que Roch (aportuguesado para Roque) seria o seu nome de família e não o nome de baptismo (está documentada a existência no século XII de uma família com aquele apelido na cidade).
Embora haja considerável variação nas datas apontadas para o seu nascimento e morte (consoante os hagiógrafos, a data de nascimento varia de 1295 a 1350; a da morte de 1327 a 1390), Roque terá nascido em Montpellier, França, por volta de 1350, e falecido na mesma cidade em 1379 (embora outra versão da sua biografia o dê como morto naquele mesmo ano, mas na Lombardia). Sabe-se contudo que terá falecido jovem.
Era filho de um mercador rico, de nome João, que teria funções governativas na cidade, e de sua mulher Libéria. Estava ligada a famílias importantes de Montpellier, sendo herdeiro de considerável fortuna.
Diz a lenda que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na pele do peito, o que o predestinaria à santidade. Roque terá ficado órfão de pai e mãe muito jovem, sendo a sua educação confiada a um tio. Terá estudado medicina na sua cidade natal, não concluindo os estudos.
Levando desde muito cedo uma vida ascética e praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio, partindo de seguida em peregrinação a Roma.
No decorrer da viagem, ao chegar à cidade de Acquapendente, próxima de Viterbo, encontrou-a assediada pela peste (aparentemente a grande epidemia da Peste Negra de 1348). De imediato ofereceu-se como voluntário na assistência aos doentes, operando as primeiras curas milagrosas, usando apenas um bisturi e o sinal da cruz. De seguida visitou Cesena e outras cidades vizinhas, Mântua, Modena, Parma, e muitas outras cidades e aldeias. Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando e curando os doentes, revelando-se cada vez mais como místico e taumaturgo.
Depois de visitar Roma (período que alguns biógrafos situam de 1368 a 1371), onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede. O cão pertenceria a um rico-homem, de nome Gottardo Palastrelli, que apercebendo-se miraculosamente da presença de Roque, o terá ajudado, sendo por ele convertido a emendar a sua má vida.
Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam seria um seu tio materno, que declarou não o conhecer. Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão (alguns biógrafos dizem ter sido 5 anos) até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.
Uma versão alternativa situa o local da prisão em Angera, próximo do Lago Maggiore, afirmando que teria sido mandado prender pelo duque de Milão sob a acusação de ser espião a soldo do Papa. Não se podendo livrar da acusação de espionagem (ou de disseminar a peste), morreu prisioneiro naquela cidade (diz-se que em 1379).
Embora não haja consenso sobre o local do evento, parece certo que ele morreu na prisão, depois de um largo período de encarceramento.
Descoberta a cruz no peito, a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul de França e pelo norte da Itália, sendo-lhe atribuídos numerosos milagres. Passou a ser invocado em casos de epidemia, popularizando-se como o protector contra a peste e a pestilência. O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuído foi a cura do seu carcereiro, que se chamaria Justino e coxeava. Ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estaria realmente morto, a perna ficou milagrosamente curada.
Embora sem provas que o consubstanciem, afirma-se que Roque terá pertencido à Ordem Terceira de São Francisco.
[editar] Canonização e culto
Não se conhece a data da canonização, a qual terá sido por devoção popular e não por decisão eclesiástica, como aliás era comum na época. A primeira decisão oficial da Igreja sobre o culto a São Roque aconteceu em 1414, quando no decurso do Concílio de Constança se declarou uma epidemia de peste. Levados pela fé popular em São Roque, os padres conciliares ordenaram preces e procissões em sua honra, tendo de imediato o contágio cessado.
O papa Urbano VIII aprovou os ofícios eclesiásticos para serem recitados a 16 de Agosto, dia da sua festa.
O papa Paulo III erigiu uma confraria, sob a invocação de São Roque, para administrar a igreja e o hospital erigidos em Roma durante o pontificado de Alexandre VI. A confraria cresceu rapidamente, de tal forma que o papa Paulo IV a elevou a arquiconfraria, como a faculdade de agregar outras confrarias da mesma invocação que tinham surgido noutras cidades. A confraria tinha um cardeal protector (ver Reg. et Const. Societatis S. Rochi). Vário papas concederam privilégios a esta confraria, nomeadamente Pio IV (1561), Gregório XIII (1577) e Gregório XIV (1591).
O culto a São Roque, que tinha declinado durante o século XVI reavivou-se com a aprovação papal da respectiva confraria, tendo surgido igrejas dedicadas ao santo em todas as capitais católicas, recrudescendo a devoção sempre que surgiam epidemias. O último grande ressurgimento ocorreu com a cólera nos princípios do século XIX.
Diz-se que as suas relíquias foram transportadas para Veneza em 1485, sendo aqui objeto de grande veneração. A magnificente igreja seiscentista que as alberga, a Scuola Grande di San Rocco, foi decorada por Tintoretto. A cidade dedica-lhe uma festa anual (uma das obras primas de Canaletto retrata a saída da procissão de São Roque em Veneza).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

CEMITÉRIO

Cemitério de Vila Nova e Covelas: anexas de Sambade. Antes eram enterrados no Cemitério de Sambade






FONTES




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CAPELA DE SANTIAGO



























Capela de Santiago, situada no fundo do lugar, quase fora do povoado, com três altares: o principal a Santiago, o colateral da direita a Nossa Senhora e o da esquerda a Nossa Senhora dos Prazeres; tem esta capela uma imagem de S. Roque a que os ƒféis acodem com esmolas,
Capela de Santiago, Nossa Senhora dos Prazeres, S. Roque

VISTA GERAL DE VILA NOVA




TANQUE PÚBLICO


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SÃO ROQUE

São Roque (c. 1295 – 1327) é um santo da Igreja Católica Romana, protector contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. É também considerado por algumas comunidades católicas como protector do gado contra doenças contagiosas. A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande sendo orago de múltiplas comunidades em todo o mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos e aos cães. A sua festa celebra-se a 16 de Agosto.
Iconografia
São Roque é geralmente representado em trajes de peregrino, por vezes com a vieira típica dos peregrinos de Compostela, e com um longo bordão do qual pende uma cabaça. Um dos joelhos é geralmente mostrado desnudado, sendo visível uma ferida (bubão da peste). Por vezes é acompanhado por um cão, que aparece a seu lado trazendo-lhe na boca um pão.

domingo, 9 de agosto de 2009

BEM-VINDOS

Distância à sede de concelho: 9 km.